"pode haver apenas uma única coisa mais importante"

bom dia a todos!!!!
um pouco atrasado, porém aguçou a curiosidade não é?
boa leitura... amanhã continuaremos.
___________________________________________________

“Você tem que pensar numa coisa. Persiga essa coisa que escolheu.”
General George S. Palton
Em geral, a fronteira que separa paixão de habilidade pode ser vaga
porque as duas estão quase sempre conectadas. Pat Matthews, um dos maiores
pintores expressionistas dos EUA, diz que transformou sua paixão pela pintura em
habilidade, e depois em profissão, basicamente fazendo uma pintura por dia.
Angelo Amorico, o guia de turismo de maior sucesso da Itália, diz que
desenvolveu suas habilidades e, finalmente, seu negócio a partir de sua paixão
única pelo país e um profundo desejo de compartilhá-lo com os outros. Esse é o
roteiro das histórias de sucesso extraordinário. Paixão por algo leva a um tempo
desproporcional de prática e treinamento. Esse tempo gasto acaba traduzido em
habilidade, e, quando a habilidade é desenvolvida, os resultados são melhores.
Melhores resultados geralmente levam a mais divertimento, e mais paixão e
mais tempo são investidos. Pode ser um círculo virtuoso que leva a resultados
incríveis.
“O sucesso demanda unidade de propósito.”
Vince Lombardi
A paixão única de Gilbert Tuhabony e é correr. Gilbert é um corredor de
longa distância norte-americano nascido em Songa, Burundi, e foi o amor antigo
pela corrida que o ajudou a vencer o Campeonato Nacional de Burundi nos
quatrocentos e nos oitocentos metros masculinos, na época em que estava, ainda,
no Ensino Médio. Essa paixão ajudou a salvar sua vida.
Em 21 de outubro de 1993, membros da tribo Hutu invadiram a escola de
Gilbert e capturaram alunos da tribo Tutsi. Os que não foram imediatamente
mortos sofreram espancamentos e foram queimados vivos num prédio vizinho.
Depois de nove horas enterrado embaixo dos corpos queimados, Gilbert
conseguiu escapar e fugiu correndo dos captores, até estar a salvo num hospital
da região. Foi o único sobrevivente.
Vivendo no Texas, Estados Unidos, ele continuou competindo, afiando suas
habilidades. Recrutado pela Universidade Cristã de Abilene, Gilbert foi premiado
seis vezes com o All-America Honor. Concluídos os estudos, ele se mudou para
Austin, e, pelo que todos dizem, é o treinador mais famoso da cidade. Para cavar
poços de água em Burundi, ele cofundou a Fundação Gazelle, cujo principal
captador de recursos é – adivinhe – a Run for the Water, corrida patrocinada que
acontece nas ruas de Austin. Dá para ver como o tema corre ao longo de toda a
vida de Gilbert.
De competidor a sobrevivente, da escola à carreira e à caridade, a paixão
de Gilbert Tuhabony e pela corrida tornou-se uma habilidade, que levou à
profissão, que, por sua vez, gerou a oportunidade de fazer algo em retorno. O
sorriso com que ele recebe colegas corredores nas pistas que circundam o lago
Lady Bird, em Austin, simboliza como uma única paixão pode virar uma
habilidade, juntos acionando e definindo uma vida extraordinária.
A ÚNICA Coisa aparece várias vezes na vida de quem tem sucesso, porque
é uma verdade fundamental. Apareceu para mim, e, se você deixar, vai
aparecer para você também. Aplicar a ÚNICA Coisa em seu trabalho – e na sua
vida – é o mais simples e o mais inteligente que você pode fazer para se propagar
em direção ao sucesso que deseja ter.
UMA VIDA
Se eu tivesse que escolher apenas um exemplo de alguém que dominou a
ÚNICA Coisa para construir uma vida extraordinária, teria de ser o executivo
norte-americano Bill Gates. A paixão única de Bill no Ensino Médio era a
computação, que o levou a desenvolver uma habilidade: programação de
computadores. Nos tempos do colégio, conheceu uma pessoa, Paul Allen, que lhe
deu o primeiro emprego e tornou-se seu parceiro para fundar a Microsoft. Isso
aconteceu como resultado de uma carta enviada a uma pessoa, Ed Roberts, que
mudou as vidas deles ao dar-lhes a chance de escrever o código de um
computador, o Altair 8800 – e eles só precisaram de uma única chance. A
Microsoft começou sua vida para fazer uma única coisa, desenvolver e vender
interpretadores BASIC para o Altair 8800, o que acabou por transformar Bill
Gates no homem mais rico do mundo durante quinze anos corridos. Quando se
aposentou da Microsoft, Bill escolheu uma pessoa para substituí-lo como CEO:
Steve Ballmer, que ele conhecera na faculdade. A propósito, Steve foi o trigésimo
empregado da Microsoft, mas o primeiro executivo contratado por Bill. E a
história não acaba aqui.
Bill e Melinda Gates decidiram empregar sua riqueza para fazer a
diferença no mundo. Guiados pela crença de que toda vida tem igual valor,
criaram uma fundação para fazer uma ÚNICA Coisa: resolver “problemas muito
difíceis”, tanto de saúde como de educação. Desde o início, a maior parte das
doações da fundação seguiu para uma área, o ambicioso Programa de Saúde
Global de Bill e Melinda, cujo único objetivo é empregar avanços da ciência e da
tecnologia para salvar vidas em países subdesenvolvidos. Para fazer isso, eles
focaram uma única coisa: erradicar as doenças infecciosas, causa importante de
mortes na época. Em certo ponto da jornada, tomaram a decisão de focar
também em uma única coisa que faria isso: vacinas. Bill explicou a decisão:
“Tínhamos que escolher o que seria a coisa mais impactante para oferecer... A
ferramenta mágica de intervenção na saúde são as vacinas, porque podem ser
feitas sem grandes gastos”. Uma única linha de pensamento os levou por esse
caminho quando Melinda questionou: “Em que lugar podemos gerar o maior
impacto com esse dinheiro?”. Bill e Melinda Gates são provas vivas do poder da
ÚNICA Coisa.
ÚNICA COISA
As portas do mundo foram abertas, e a visão que ofereceram é
estonteante. Por meio da tecnologia e da inovação, sobram oportunidades, e as
possibilidades parecem não ter fim. Isso pode ser tanto inspirador quanto
angustiante. A consequência não intencional da abundância é que somos
bombardeados por mais informações e escolhas num dia do que nossos
ancestrais recebiam durante a vida toda. Atormentados e apressados, uma
sensação ranzinza de que tentamos de mais e conseguimos de menos nos
assombra dia após dia.
Percebemos, por intuição, que o caminho para se chegar ao “mais” passa
pelo “menos”, mas a questão é: onde começar? De tudo o que a vida tem a
oferecer, como escolher? Como tomar as melhores decisões, viver a vida num
nível extraordinário e jamais olhar para trás?
Viva a ÚNICA Coisa.
O que Curly sabia, todas as pessoas de sucesso sabem. A ÚNICA Coisa
repousa no coração do sucesso e é o ponto de partida para alcançar resultados
extraordinários. Baseada em pesquisa e em experiências de vida, esta é uma
grande ideia sobre o sucesso embrulhada num pacote simples e inofensivo.
Explicá-la é fácil; acreditar nela pode ser difícil.
Então, antes que entremos numa discussão franca, sincera, sobre como de
fato funciona a ÚNICA Coisa, quero discutir abertamente os mitos e os dados
incorretos que nos impedem de aceitá-la. São as mentiras do sucesso. Quando as
banimos de nossas mentes, podemos investir na ÚNICA Coisa de mente aberta,
seguindo, então, por um caminho livre.

“Não é o que você não sabe que o coloca
em apuros. É o que você tem certeza de
que não é bem assim.”
Mark Twain
O PROBLEMA COM A “VERDADE”
Em 2003, Merriam-Webster começou a analisar pesquisas em seu
dicionário on-line para determinar a “Palavra do Ano”. A ideia surgiu porque,
considerando-se que as pesquisas na internet revelam aquilo que está no
imaginário coletivo, então a palavra mais pesquisada deveria capturar o espírito
dos tempos. A ganhadora cumpriu com o prometido. Em meio a invasões no
Iraque, parecia que todo mundo queria saber o que “democracia” realmente
significava. No ano seguinte, “blog”, uma pequena palavra inventada para
descrever um novo jeito de se comunicar, ficou no topo da lista. Depois de todos
os escândalos políticos nos Estados Unidos em 2005, “integridade” foi a mais
honrada.
Então, em 2006, Merriam-Webster acrescentou uma novidade. Os
visitantes do site poderia indicar candidatas e, em seguida, votar na “Palavra do
Ano”. Poderíamos afirmar que fora uma tentativa de instigar um exercício
quantitativo de feedback qualitativo, ou chamar apenas de bom marketing. A
vencedora, numa vitória de cinco contra um, foi “truthiness”, palavra em inglês
cunhada pelo comediante Stephen Colbert, no episódio de estreia de seu
programa no Comedy Central, The Colbert Report, como “a verdade que vem de
dentro, não dos livros”. Na era da informação, motivada pelas notícias que não
param, rádios vociferantes e blogagem sem editoração, a truthiness captura todas
as mentiras incidentais, acidentais e até intencionais que soam como
“verdadescas” o bastante para que as aceitemos como verdadeiras.
O problema é que tendemos a agir de acordo com o que acreditamos até
mesmo quando não é algo em que deveríamos crer. Como resultado, acreditar na
ÚNICA Coisa se torna difícil porque, infelizmente, começamos a acreditar em
muitas outras coisas – e, mais frequentemente do que gostaríamos, essas “outras
coisas” confundem nossos pensamentos, desencaminham nossas ações e
desviam nosso sucesso.
A vida é curta demais para caçar unicórnios. É preciosa demais para que
confiemos em pé de coelho. As verdadeiras soluções estão quase sempre
debaixo de nossos olhos; infelizmente, foram, em geral, obscurecidas por uma
quantia incrível de disparates, por uma inundação impressionante de “senso
comum” que acaba beirando o nonsense. Seu chefe já usou com você a
metáfora do sapo-na-água-fervente? (“Jogue um sapo numa panela de água
quente e ele vai pular para fora de imediato. Mas, se você colocar um sapo em
água morna e aumentar a temperatura lentamente, ele ferverá até a morte.”) É
mentira – uma mentira que parece verdade, mas mentira mesmo assim. Alguém
já lhe disse que “o peixe fede da cabeça para baixo”1? Não é verdade. Apenas
um conto de pescador que acabou sendo fisgado. Já ouviu falar de Cortez, o
explorador que queimou seus navios ao chegar nas Américas para motivar os
homens? Não é verdade. Outra mentira. “Aposte no jóquei, não no cavalo” tem
sido o clamor persistente para que se coloque fé na liderança de uma empresa.
Contudo, como estratégia de aposta, essa máxima vai colocar você em alta
velocidade rumo à pobreza, e, portanto quereremos saber como ela chegou a
virar ditado. Com o tempo, mitos e mentiras são lançados tão frequentemente
que acabam parecendo familiares e começam a soar como verdadeiros.
Logo estamos tomando importantes decisões baseados neles.
O desafio que todos enfrentamos quando formamos nossas estratégias de
sucesso é que, como nos ditados dos sapos, peixes, exploradores e jóqueis, o
sucesso tem suas próprias mentiras. “Tenho muita coisa para fazer”; “Farei mais
coisas se fizer tudo ao mesmo tempo”; “Preciso ser uma pessoa mais
disciplinada”; “Eu deveria conseguir fazer o que quero sempre que quero”;
“Preciso de mais equilíbrio na vida”; “Talvez eu não devesse sonhar tão alto”.
Repita esses pensamentos com frequência e eles se tornarão as seis mentiras
sobre o sucesso que nos impedem de viver a ÚNICA Coisa.
AS SEIS MENTIRAS QUE SEPARAM VOCÊ DO SUCESSO
1. Tudo importa igualmente.
2. Multitarefas.
3. Uma vida disciplinada.
4. A força de vontade está sempre à disposição.
5. Uma vida balanceada.
6. Grande é ruim.
As seis mentiras são crenças que assimiladas se tornam princípios
operacionais que nos direcionam para o caminho errado. São grandes rodovias
que acabam encolhendo e virando rastro de coelho. Ouro de tolo que nos despista
da verdadeira mina. Se pretendemos maximizar nosso potencial, precisamos nos
certificar de ter colocado essas mentiras para dormir.
Proxima
« Anterior
Anterior
Proxima »
Obrigado pelo seu comentário

Mais acessados